Você passou sua vida sendo como os outros. Passou seus dias e noites agindo como seus amigos, sendo como as pessoas ao seu redor. E quando eles forem embora? E quando não sobrar mais ninguém? O que vai sobrar em você? Vai sobrar um pedaço de um, um pedaço de outro. A música que fulana gostava de escutar, as roupas que sicrana gostava de vestir e os lugares que beltrana gostava de ir. Mas e seu, vai sobrar alguma coisa? Ah é, vai sim. Vai ficar o seu ciúme e o seu egoísmo com as coisas mais idiotas e fúteis, vai ficar a inveja que você sente de tudo e de todos e que eu posso ver em seus olhos. Vai ficar a sua estupidez, a sua maneira rude de falar com os outros, o seu jeito mesquinho de achar que sabe tudo. É só isso que vai ficar em você. Porque o resto é pura falsidade. O resto são os outros, não é você. Ou você ainda não reparou que muda, conforme mudam seus amigos? Ainda não percebeu que suas roupas, suas atitudes, seus pensamentos e até os lugares que você frequenta mudam para se adequar à pessoa que está ao seu lado? Não sei se alguém já percebeu isso, mas eu percebi. E, sinceramente, eu queria muito saber quem é você de verdade. O que VOCÊ quer ? Do que VOCÊ gosta? Que música VOCÊ quer ouvir ? Aonde VOCÊ quer ir? Me diga, quem é você? O que vai sobrar de realmente seu , quando todos forem embora?
23 de abr. de 2011
21 de abr. de 2011
E então a gente assiste um filme de comédia romântica e acha que a vida vai ser assim também. Nos deliciamos com as histórias de amor e de amizade do cinema, saímos da sessão com um sorriso no rosto e milhares de sonhos na cabeça e acreditamos que na nossa vida vai ser tudo perfeito também. Mas não é. Na vida real, você se decepciona e nem sempre faz as pazes depois. E quando faz, são poucas as vezes em que tudo volta a ser como era antes. Na vida real não existe vilão nem mocinho, somos um pouco de cada um, só depende de quem olha e de como você vê. Na vida real, quem te fez algum mal nem sempre vai se arrepender, vai pedir desculpas e virar seu amigo assim, de uma hora pra outra. E você também vai acabar fazendo algumas coisas bem erradas por aí que não vão ter conserto. Na vida real, você pode não encontrar o seu grande amor na primeira tentativa, você vai gostar de um, de outro, vai chorar, se decepcionar até que um dia vai perceber que o motivo de tudo isso é que o garoto certo também estava com garotas erradas só esperando por você. Na vida real você chora e nem sempre vai ter alguém pra secar as suas lágrimas. Você sente vontade de falar e nem sempre tem alguém pra te ouvir. Na vida real, as pessoas vão embora sem olhar pra trás, muitas vezes sem olhar pra você. E você também acaba indo embora um dia. Na vida real, quase sempre você só dá valor para as coisas que realmente importam quando já não as tem mais. Talvez porque seja nesse momento que elas se tornem mesmo importantes. Na vida real os sonhos podem se realizar, mas isso não vai acontecer de uma hora pra outra. Você tem que correr atrás. Na vida real as coisas acabam. Inclusive as amizades que prometiam durar pra sempre. Aliás, na vida real talvez nada seja pra sempre. E o nunca também é muito relativo. Na vida real, você sente medo e insegurança, mas sabe que um dia vai ter que encarar, levantar da cadeira e crescer. É assim com todo mundo. Na vida real, as coisas são bem mais complicadas. Mas também podem ser bem melhores. É só a gente viver e deixar que seja como tem que ser.
18 de abr. de 2011
17 de abr. de 2011
16 de abr. de 2011
15 de abr. de 2011
Meu cabelo é bagunçado, uso shorts rasgado. Meu all star está surrado, minha maquiagem está borrada. Minhas unhas imperfeitas . Minha risada é alta, minha voz é estranha e eu faço caretas involuntariamente. Como pipoca, brigadeiro e sorvete sem culpa. Danço como uma louca. Falo palavrões fluentemente e é uma pena que eu não possa incluir isso no meu currículo. Não sofro disturbios alimentares, sou estressada pra caralho. E sabe de uma coisa? Foda-se a sociedade. Pessoas perfeitas são um saco.
13 de abr. de 2011
Clarice Lipector

Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma TPM horrível. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.
Acordo e cuido mais de mim, sorrio mais, faço o meu melhor pra um futuro bom. Não grito mais com pessoas que convivo e tento ser mais agradável com alguns que já não era. Voltei a olhar no rosto, nos olhos de algumas pessoas, nem me lembrava mais a última vez que havia feito isso antes. Tudo está aparentemente bem, não há tristeza nem aquela angústia. Pensamento positivo apesar de tudo. Mas quando chega a noite não consigo dormir de jeito algum, tento descobrir o porque, ver o que há de errado. Nada encontro. Uma irritação , inquietação me consome. Luto por mais algumas horas e enfim durmo ... acordo pela manhã, e o ciclo recomeça.
"Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver."
Caio F. Abreu
mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para. Enquanto o tempo acelera e pede pressa, eu me recuso faço hora vou na valsa, a vida e tão rara . :) Enquanto todo mundo espera a cura do mal, e a loucura finge que isso tudo é normal, eu finjo ter paciência .. O mundo vai girando cada vez mais veloz, a gente espera do mundo e o mundo espera de nós, um pouco mais de paciência. Será que é o tempo que lhe falta pra percebe? Será que temos esse tempo pra perder ? E quem quer saber ?! A vida é tão rara .
Lenine - Paciência

" Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar. "
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