4 de nov. de 2010

diálogo de uma noite

- Não gosto de noites frias.
- Eu gosto. Fazem-me lembrar que nem todos os dias são de sol.
- Porque chora?
- Porque machuca.
- O frio?
- A dor.
(silêncio)
- Quando dói , eu costumo olhar o céu à noite. O brilho das estrelas, de uma forma estranha, consegue me fazer sorrir.
- Não funciona mais . Esse vazio sugou todo o brilho.
- Porque não faz um muro?
- Um muro?
- Um muro de pedras. Pegue todas as pedras que ver, e para cada problema, coloque uma no muro.
- Não existe tantas pedras assim no mundo, menino.
(silêncio)
- Você ainda terá algo sempre com você.
- Esperança?
- Eu.