De uma coisa eu tenho certeza, odeio me sentir pressionada. Odeio sapato apertado, roupa apertada que pega embaixo do braço e que não me permite ter movimentos. Odeio me sentir dentro de uma caixinha, onde nem ao menos eu poderia esticar minhas pernas. Odeio cobranças, interrogatórios e chantagens. Odeio entrar no ônibus e perceber todas as janelas fechadas. Sou pequena, mas gosto de ter meu espaço.
Atualmente a sensação é de uma sala fechada com mais de cem pessoas e todas, sem exceção estão falando de mim, apontando para mim e fazendo comentários em alto e bom som. Não, eu não estou ficando louca e nem estou achando que o mundo é uma conspiração. Só sinto que estou pressionada, sem muito espaço, sem muitas idéias e vontade própria.
De boas intenções o inferno está cheio. Gente gosta de se envolver na vida de outra gente. Gente gosta de saber os detalhes, gosta de opinar, de dizer o que é certo e o que é errado, gosta de espalhar por aí sua vontade e dizer em tom de deboche e sabedoria: “Olha, se fosse comigo não seria desse jeito.”
Por várias vezes eu tentei ajudar. Eu fui boba, ninguém me pediu ajuda e eu meti na minha cabeça fraca que eu tinha que ajudar. É que eu me senti no meio de uma guerra, eu estava ali parada, sem arma alguma, tudo bem, eu tinha algumas informações, mas eu não sabia o que fazer com aquilo tudo e por isso eu só falei. Acho que foi por isso também que logo em seguida me vi no chão, sem ninguém para me ajudar a levantar. Nenhum dos dois lados que antes que me pedia conselhos e táticas de guerra se importaram com a minha queda. Eu não queria ter todas aquelas informações.
O que eu queria nesse momento era fazer as coisas do meu jeito. Sim, pode acreditar, eu tenho um jeito, um jeito meu, que eu mesma criei. Talvez não dê certo, talvez eu tenha que voltar atrás, mas é meu. Quando é nosso é tão mais gostoso, é tão mais Como Eu Quero. A culpa seria minha, o sucesso seria meu, o tombo seria meu, o sorriso seria meu. Eu poderia dividir com alguém sem medo algum, compartilharia sem remorso e com humildade.
Enquanto a poeira continua alta, eu tento fechar meus olhos, ouvidos e boca. Sempre vai existir alguém querendo dar a última palavra. Eu prefiro ser do grupo que quer ser a primeira a se calar.
Atualmente a sensação é de uma sala fechada com mais de cem pessoas e todas, sem exceção estão falando de mim, apontando para mim e fazendo comentários em alto e bom som. Não, eu não estou ficando louca e nem estou achando que o mundo é uma conspiração. Só sinto que estou pressionada, sem muito espaço, sem muitas idéias e vontade própria.
De boas intenções o inferno está cheio. Gente gosta de se envolver na vida de outra gente. Gente gosta de saber os detalhes, gosta de opinar, de dizer o que é certo e o que é errado, gosta de espalhar por aí sua vontade e dizer em tom de deboche e sabedoria: “Olha, se fosse comigo não seria desse jeito.”
Por várias vezes eu tentei ajudar. Eu fui boba, ninguém me pediu ajuda e eu meti na minha cabeça fraca que eu tinha que ajudar. É que eu me senti no meio de uma guerra, eu estava ali parada, sem arma alguma, tudo bem, eu tinha algumas informações, mas eu não sabia o que fazer com aquilo tudo e por isso eu só falei. Acho que foi por isso também que logo em seguida me vi no chão, sem ninguém para me ajudar a levantar. Nenhum dos dois lados que antes que me pedia conselhos e táticas de guerra se importaram com a minha queda. Eu não queria ter todas aquelas informações.
O que eu queria nesse momento era fazer as coisas do meu jeito. Sim, pode acreditar, eu tenho um jeito, um jeito meu, que eu mesma criei. Talvez não dê certo, talvez eu tenha que voltar atrás, mas é meu. Quando é nosso é tão mais gostoso, é tão mais Como Eu Quero. A culpa seria minha, o sucesso seria meu, o tombo seria meu, o sorriso seria meu. Eu poderia dividir com alguém sem medo algum, compartilharia sem remorso e com humildade.
Enquanto a poeira continua alta, eu tento fechar meus olhos, ouvidos e boca. Sempre vai existir alguém querendo dar a última palavra. Eu prefiro ser do grupo que quer ser a primeira a se calar.