30 de nov. de 2010
29 de nov. de 2010
Freedom of a Butterfly

Pura verdade .
27 de nov. de 2010
mas há quem diga ...

23 de nov. de 2010
mulher de fases
Tem dia que eu acordo mais feliz que cachorro quando sente o cheiro do dono a metros de distância. Minha alma fica pulando, pulando, pulando,pulando, ando. Mal cabe dentro de mim e acho que é por isso que eu fico tão inquieta, tão falante, tão cheia das vontades, tão tão e toda toda. É porque a vida é bela, porque o Titanic afundou mas a Rose sobreviveu, porque um casal pode brigar durante o filme inteiro, mas no final eles fazem as pazes e vivem felizes para sempre, é porque uma florzinha brotou lá no quintal de casa, porque a nuvem não cobriu o Sol, porque choveu, eu me molhei, caí numa poça e ainda assim consegui rir de mim mesma, afinal, alguém também vai rir de mim, então é melhor chorar de rir do que morrer de vergonha. Esses definitivamente são os melhores dias.
Tem dia que eu apenas acordo calada. Com poucas palavras, escassez de frases, falta de vitamina A, B, C, D, E, F, G, H. Quem nunca acordou assim? Tão quieta, tão folgada dentro de mim, como se a roupa fosse maior, o sapato largo, as meias grossas. Nesses dias até parece que o céu conspira com nosso humor e lá mesmo surge um dia nublado. Não é um momento de agir, é um momento de proteção. Viva o guarda chuva, viva o vidro fechado, viva as cores frias.
Tem dia que eu percebo que eu sou de Lua. É assim que dizem. Vou mudando as fases, mudando a aparência, mudando a feição. Mas alguma coisa sempre fica, acho que é aquele brilho nos olhos ou a certeza de que não sou apenas uma, que posso sempre mudar, posso ser várias e que se amanhã eu aparentar ser um alguém horrível, depois de amanhã eu posso mudar de ideia e ser a melhor pessoa do mundo.
21 de nov. de 2010
As pessoas têm mania de querer nos entender, de querer colocar plaquinhas em nosso pescoço com nossas maiores virtudes e nossos maiores defeitos (os defeitos vêm na frente, afinal, são mais fácies de serem apontados). Eu tenho preguiça disso. Preguiça de olhar cada um de cima a baixo com olhos de quem analisa o que temos por fora. Se for pra analisar, que sejam os sentimentos, se for pra analisar, que sejam os olhos. Se você me acusa, eu aceito. Só não espere que eu acuse e aponte de volta, e nem espere mudar meu jeito por causa das suas palavras com efeito incriminador. Isso não me atinge mais.
Talvez um dia você descubra que eu não sou uma pessoa ruim, assim como você disse. Eu só quis ser dura e exata com as palavras. Já disse, minhas palavras não têm freios. Ninguém as ensinou que devem ser educadas, conformadas, recatadas e que devem seguir o seu manual. Tem gente que age assim, quer de qualquer jeito que eu seja do seu modo, quer que eu me encaixe no seu mundo. Tem dia que isso não funciona comigo. Desculpa, mas eu também sei ser rebelde, sei dizer não amargamente e manter a minha opinião, do meu jeito.Eu cheguei a conclusão de que eu não quero desabafar. Não precisa vir com esse ombro largo pra cima de mim.Eu escrevo , as palavras não me julgam, não jogam na minha cara o que eu mesmo disse em um momento de puro impulso, elas não têm dedos, não apontariam minhas próprias falas. Só se eu quiser – e eu não quero.
Eu acredito que somos feitos de pólos. Não venha me dizer que você é bom, não venha me dizer que você é ruim. Não venha me dizer que eu sou boa, não venha me dizer que eu sou ruim. Os fins justificam os meios. Em todo esse meu lado sombrio e escuro, existe uma luz. Em toda essa minha bondade, existe uma sombra. E eu sou humana assim, feita de raiva, ódio, fúria. Feita de amor, de carinho, de colo e palavras doces. É assim que a gente se equilibra, só assim sou completa. Não quero viver sem a minha maldade, para eu experimentar ser boa, eu tenho que ser má também. Pra eu conseguir ser boa, eu tenho que provar um pouco da maldade. Os gostos são diferentes, um não vive sem o outro. Um só vive porque o outro de alguma forma apareceu e mostrou sua cara.
20 de nov. de 2010
Atualmente a sensação é de uma sala fechada com mais de cem pessoas e todas, sem exceção estão falando de mim, apontando para mim e fazendo comentários em alto e bom som. Não, eu não estou ficando louca e nem estou achando que o mundo é uma conspiração. Só sinto que estou pressionada, sem muito espaço, sem muitas idéias e vontade própria.
De boas intenções o inferno está cheio. Gente gosta de se envolver na vida de outra gente. Gente gosta de saber os detalhes, gosta de opinar, de dizer o que é certo e o que é errado, gosta de espalhar por aí sua vontade e dizer em tom de deboche e sabedoria: “Olha, se fosse comigo não seria desse jeito.”
Por várias vezes eu tentei ajudar. Eu fui boba, ninguém me pediu ajuda e eu meti na minha cabeça fraca que eu tinha que ajudar. É que eu me senti no meio de uma guerra, eu estava ali parada, sem arma alguma, tudo bem, eu tinha algumas informações, mas eu não sabia o que fazer com aquilo tudo e por isso eu só falei. Acho que foi por isso também que logo em seguida me vi no chão, sem ninguém para me ajudar a levantar. Nenhum dos dois lados que antes que me pedia conselhos e táticas de guerra se importaram com a minha queda. Eu não queria ter todas aquelas informações.
O que eu queria nesse momento era fazer as coisas do meu jeito. Sim, pode acreditar, eu tenho um jeito, um jeito meu, que eu mesma criei. Talvez não dê certo, talvez eu tenha que voltar atrás, mas é meu. Quando é nosso é tão mais gostoso, é tão mais Como Eu Quero. A culpa seria minha, o sucesso seria meu, o tombo seria meu, o sorriso seria meu. Eu poderia dividir com alguém sem medo algum, compartilharia sem remorso e com humildade.
Enquanto a poeira continua alta, eu tento fechar meus olhos, ouvidos e boca. Sempre vai existir alguém querendo dar a última palavra. Eu prefiro ser do grupo que quer ser a primeira a se calar.
19 de nov. de 2010
18 de nov. de 2010
Sonhos em off

17 de nov. de 2010
16 de nov. de 2010
15 de nov. de 2010
14 de nov. de 2010
12 de nov. de 2010
Ele : voce é meu primeiro amor
Ela: Aham, eu sei que seu primeiro amor foi aquela menina do seu antigo colégio.
Ele: Não significa que a primeira menina que eu gostei, foi meu primeiro amor.
11 de nov. de 2010
é simples . Felicidade

9 de nov. de 2010

8 de nov. de 2010
4 de nov. de 2010

-Acho que uns quinze, por quê?
- Lembra quando eu te disse que ficaria sozinha? Então, eu tinha razão.
- Você não pode dizer isso só porque algumas estórias deram errado. –ele riu – Você simplesmente não pode ficar sozinha.
- Por quê?
- Por quê ?
– ele encarou a mulher ruiva parada a sua frente e respondeu sério
– Porque você tem esses olhos que mais parecem duas esmeraldas tristes e sempre olha nos olhos quando conversa dando a outra pessoa confiança e credibilidade. Porque você gosta de andar de mãos dadas e adora abraços. Quem hoje em dia gosta disso, criatura? E as mãos dadas são justamente pra te lembrar que você não estará sozinha. O abraço se não me engano é porque te deixa segura e te faz sentir querida. Porque você sorri com a alma e chora com ela também. Você é sentimento puro. E porque você tem aquele cachorro de pelúcia todo costurado que ganhou no seu aniversário de um ano e ainda guarda a cartinha do seu namoradinho de infância e todas as flores que sua mãe já te deu. Porque você coleciona o que há de mais valioso por aí: o amor. E eu acho horrível quando você vem choramingando pro meu lado dizendo que fulano está mal e aí você fica péssima também ou que ciclano te magoou e você e numera mil defeitos em você pra justificar que a pessoa não gosta de você (acha mesmo que isso é possível ?). Porque você tem essa terrível mania de se doar demais, se entregar em excesso, mas isso te faz tão linda porque você não tem medo. Você gosta tanto de pessoas, acredita tanto em sentimentos que caminha de olhos fechados quando o assunto é coração. Porque você é corajosa, coração!
- Me abraça ?
- Sempre .
diálogo de uma noite
HOMENS nao choram ?

— Eu prometi voltar. Não entendo essa sua preocupação.
Respirei fundo e tentei não olhar para o lado. Já estava sendo doloroso demais e eu detestava despedidas.
— Sebastian ...
— Tem medo de eu encontrar outra pessoa? — Ele riu sem jeito.
— Acredite, só vou ter tempo de estudar, trabalhar e dormir.
— Eu não pensei nisso, mas é bom saber. — Eu sorri, apertando minhas mãos em sua pele.
— Eu não estava falando disso...
— Bom, eu vou demorar para voltar... Um pouco. Mas você vai estar estudando. Vai estar com seus amigos, seus pais... Terá muito o que fazer. O tempo vai passar rápido, acredite. E depois, estarei de volta...
— Eu sei. Você vai demorar.
— Você se importa?
— Acho que a melhor pergunta seria: E se quando você voltar, eu não estiver mais te esperando?
Ele ficou em silêncio. Senti que sua mão ainda estava firme em minhas costas e seus dedos acariciavam minha pele lentamente. Sua respiração era calma. Seus olhos se fecharam por alguns instantes e então ele pigarreou.
— Bom, eu quero o melhor para você. A onde quer que esteja, ou com qualquer pessoa você estar, não me importo. Eu não vou atrapalhar sua vida, se você estiver feliz.
Inclinei minha cabeça para traz, depois virei meu rosto para encara-lo. Ele tinha uma feição triste ... Logo me senti culpada.
— Desculpe ... Eu não quis dizer que eu não vou te esperar...
— Eu entendo.
— Talvez não entenda que eu te amo muito e tudo o que eu queria dizer é que...
— Já disse que eu entendo, Tifane .
— Eu só quero sua felicidade. Só quero que você consiga ser alguém na vida. Só quero que você se forme e seja feliz, porque você mereça. Eu só odeio a distância. Odeio pensar que eu não vou te ter.
Ele engoliu a seco e não me olhou. A culpa agora me perturbava ainda mais.
— Sebastian , eu te amo.
— Eu também te amo, Tifane ... Talvez até mais do que você imagina.
— E então ele me olhou. E o que eu vi fez com que meu coração ardesse numa intensidade avassaladora. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Eu nunca tinha o visto assim.
— Eu vou voltar para buscar o que é meu . Eu vou voltar e te fazer a pessoa mais feliz do mundo.
Ficamos em silêncio por alguns instantes até que seus lábios finalmente tocaram os meus. Nos beijamos por um longo tempo.
— Eu vou esperar... Eu prometo.
Seu rosto estava colado ao meus. Meus olhos estavam fechados e nossos lábios estavam bem proximos... Senti um gosto saugado em minha língua. Lágrimas.
— Sebastian ...
— Por favor, não diga nada, Tifane . Homens não choram.
Eu apertei minhas unhas em seu pescoço e dei um meio sorriso contra os seus lábios. Ficamos ali por algum tempo, até que ... Bom, ele teve que ir . Era chegada a hora .


